Publicado por: Maristela Schoenherr | 26 26UTC janeiro 26UTC 2012

Cinomose e Homeopatia

Já falamos sobre cinomose em outro post : http://dramaristela.wordpress.com/2010/03/31/sequelas-de-cinomose-x-acupuntura/

e devido ao grande número de emails com dúvidas a respeito, optei por esclarecer um pouco mais sobre o assunto.

A cinomose há muitos anos, acredito ser uma das doenças que mais preocupam os donos de cães. Tratando-se de uma virose que pode acometer vários sistemas do organismo, sendo um fator agravante, a possibilidade de também lesionar sistema neurológico, possui como melhor precaução a vacinação.

A vacina contra cinomose é a mais efetiva forma de prevenir esta doença que pode ter sérias complicações e colocar em risco a vida dos cães. Ela deve ser aplicada a partir de 45 dias de vida do filhote canino e repetida num total de 3 doses com intervalos entre cada uma de 21-30 dias. Após adulto o animal deve receber uma dose da vacina anualmente.

É sempre muito melhor prevenir do que remediar!

Vale ainda salientar que as vacinas devem ser aplicadas somente por um médico-veterinário, o qual será apto para avaliar as condições de seu animalzinho verificando se ele pode ou não receber a vacina e utilizará de vacinas de boa qualidade que realmente proporcionarão uma imunização adequada contra a cinomose.

Há uma outra opção para prevenir as viroses, entre elas a cinomose, que segue os princípios da homeopatia, que são os nosódios. Falaremos sobre os nosódios em post a parte.

Quem já teve um cão com cinomose sabe o quanto a doença traz sérios riscos a vida do cão, podendo deixar sequelas neurológicas naqueles que sobrevivem. E a alopatia (uso de medicações convencionais) mostra-se bastante limitada. Ainda há muito estudo de novos produtos que se mostram eficazes para o uso contra a encefalite viral da cinomose; porém, ainda não há nada comprovado e  divulgado entre os profissionais veterinários.

Além da acupuntura que pode atuar na fase neurológica da doença, conforme relato de caso no post: ” Sequelas de cinomose x acupuntura.”, há também a opção terapêutica da homeopatia.

A homeopatia pode atuar em qualquer fase da cinomose: afeccção gastrointestinal, conjuntivite, imunodeficiência e neurológica.

Na homeopatia visualizamos a cinomose como qualquer outra doença, pois buscamos tratar o indivíduo. Sendo assim, um cão tratado com homeopatia para se curar da cinomose não vai receber o mesmo medicamento que outro cão com cinomose.

A cinomose, como as demais enfermidades, na percepção homeopática é um desequilíbrio energético. Este desequilíbrio energético pode se manifestar em diferentes estágios que na homeopatia definimos como psora, egotrofia e egolise. Isto porque a energia é algo dinâmico e nunca estático, ela está sempre em movimento, percorrendo algum destes estágios que se mostrará no paciente, de uma forma bastante individual, independente do nome da enfermidade.

Dessa forma, poderemos ter um paciente com cinomose no estágio psórico, egotrófico ou egolítico, de acordo com os sinais clínicos que ele manifestar. E o medicamento homeopático será escolhido de acordo com esses sinais e estágio da doença, sob o ponto de vista energético, associados com as características individuais do animal.

Avaliaremos de que forma que este animal ficou doente, por que ele adoeceu, como era sua infância, seu comportamento com os fatores externos e internos e assim por diante.

Assim, ilustra-se o fato de não medicarmos com homeopatia de acordo com a doença, mas sim, de acordo com o doente. Por isso uma questão que ouço muito no meu consultório é errônea: “- Esta homeopatia é para que?”

A questão é: “- Por que esta homeopatia?”  ” – Porque este medicamento homeopático é o mais semelhante com as características de seu animal.”  Não buscamos somente o desaparecimento dos sintomas, mas além disso, um reequilíbrio de sua energia vital que vai levar a cura.

Os medicamentos homeopáticos podem então curar um cão com cinomose.  Podem ser utilizados para tratar o paciente em qualquer estágio que se encontre da doença, mas necessitará de uma avaliação por um médico veterinário homeopata que, através de um exame individualizado, vai prescrever o medicamento homeopático conforme a lei da semelhança. Por mais que já tenha tratado outros pacientes com cinomose, será muito provável que as prescrições sejam bem diferenciadas.

Concluindo, não há limitações e nem contra-indicações do uso de homeopáticos para cães com cinomose. Podem ainda ser associados ao tratamento suporte (alimentação, fluidoterapia) e a nosódios, de acordo com a necessidade e avaliação de um médico veterinário da área. A homeopatia sendo bem utilizada, irá reverter quadros de diarréia, prostração, vômitos, inapetência, conjuntivites, pneumonias, convulsões, ataxias, mioclonias, etc… E sobretudo, irá recuperar a vitalidade de seu animal, sem dor, sem efeitos colaterais, e principalmente, devolvendo o bem-estar completo (físico e mental) ao seu cão.

 

 

Publicado por: Maristela Schoenherr | 7 07UTC novembro 07UTC 2011

Por que optar pela homeopatia?

A medicina veterinária de hoje permite que nós médicos dos pequenos animais tenhamos em nossas mãos uma infinidade de tratamentos a ofertar ao nosso cliente e paciente. São diversos os medicamentos lançados a todo tempo no mercado, com resultados cada vez mais eficazes e rápidos,  dentro da alopatia. Mas também cresce o público que procura uma terapêutica menos agressiva e invasiva para seu animal.

Muitas vezes porque o organismo do paciente não responde bem a determinados medicamentos, tendo mais efeitos adversos do que benéficos; outras vezes porque quer reduzir a dosagem de medicamentos que são administrados para o resto da vida ou ainda porque o cliente já se tratou com a homeopatia e quer o mesmo tratamento para seu companheirinho de quatro patas. E assim, por vários motivos é crescente a busca pela medicina homeopática para cães e gatos.

E quais são as vantagens do uso da homeopatia?

- trata-se de uma terapia menos agressiva, não invasiva: quando bem utilizada não causa nenhum efeito colateral, não necessita de nenhum procedimento como aplicações ou cirurgias e ainda PODE evitar um procedimento mais invasivo em alguns casos.

- é uma terapia que preza muito a relação custo benefício: os medicamentos homeopáticos, como são extraídos da própria natureza, possuem um baixo custo. E em alguns casos apenas uma dose da medicação já vai trazer melhora ao quadro clínico.

- possui fácil administração: a homeopatia pode ser administrada em forma de glóbulos, suspensão, sprays, pós. E em qualquer uma de suas formas de apresentação possui necessidade de administração em dose única ou por poucos dias. Como também não possui sabor, pois seu veículo é a base de lactose ou sacarose, pode ser administrado diretamente na boca ou sobre a comida que o animal aceitará muito bem. Comumente não há exigência de horários corretos facilitando também a adaptação da medicação ao dia-a-dia do proprietário.

- pode ser curativa e preventiva pois avalia-se o paciente como um todo. Na homeopatia tratamos o indivíduo e não somente a doença. Essa forma de avaliar, permite que além de curarmos o animal, consigamos também atuar em sua predisposição, nos fatores que o tornam vulnerável a determinadas afecções. Assim, permitimos um bem-estar geral ao paciente. E bem-estar significa sentir-se bem física e mentalmente.

A homeopatia, individualizando o paciente, faz com que nós, homeopatas, nos aproximemos mais ainda do animal e estreitemos o vínculo do paciente com o proprietário.

Esta terapia pode atuar em doenças agudas, crônicas ou terminais. Como tratamos a energia do paciente será visível uma melhora em todos os sistemas do organismo do animal e não somente a supressão de seus sintomas. Em casos crônicos conseguimos reduzir dosagem de medicamentos alopáticos, dando uma ótima qualidade de vida ao animal. Em casos de doenças terminais, como câncer, além de prezar a qualidade de vida, permitimos que nosso paciente prepare-se emocionalmente para esse momento, que acontecerá de forma suave e sem dor.

Ou seja, por que não optarmos por uma terapia que visualiza além do físico toda a parte emocional do paciente? Cães e gatos relacionam-se com seus proprietários, sofrem influências do meio, seja do clima ou da interação com outros animais e/ou pessoas. Isto é, são seres dotados de emoção.

Quando o meio influencia negativamente o animalzinho, isso vai gerar sofrimento a ele e consequentemente doença. A homeopatia busca o equilíbrio dessa interação.

Com o tratamento homeopático prezamos o indivíduo que está por trás dos sinais de enfermidade. A enfermidade é apenas o sinal do desequilíbrio de energia. O paciente é a energia. É isso que se deve tratar para que realmente se obtenha a real cura.

Por isso devemos abrir nossa consciência para essa terapia, digamos que ainda recente na medicina veterinária, mas sempre mostrando muita eficiência num modo tão peculiar de tratar o paciente.

O objetivo supremo da medicina é curar, é promover o bem-estar. E em toda amplitude do significado dessas palavras, a homeopatia exerce integralmente sua função dentro não somente da terapêutica, mas também da  filosofia científica.

Já é tempo de não somente vermos o novo, mas também  de acreditarmos.

 

Publicado por: Maristela Schoenherr | 16 16UTC março 16UTC 2011

Caso clínico: Homeopatia para coprofagia

Como já explicado em outro post, a coprofagia é um distúrbio multifatorial onde o animal come suas próprias fezes e/ou de outro animal que com ele convive.

Percebo em minha rotina clínica de pets que a coprofagia é um dos distúrbios comportamentais mais comuns e que mais geram frustração no proprietário pelas inúmeras tentativas terapêuticas frustradas.

O interessante desse caso que aqui apresentarei é o fato de que a homeopatia foi a primeira alternativa de tratamento a ser utilizada e o paciente é um filhote,  logo se tratando de um caso agudo, possibilitando uma cura mais rápida.

Paciente: Lola

Raça: Shih-tzu

Idade: 3 meses

Histórico do animal: desde que o proprietário adquiriu o animalzinho, com 2 meses de idade,  já possuía esse distúrbio de coprofagia. Sendo que a mãe do filhote também possui há anos o mesmo problema.

Realizamos então uma consulta homeopática em busca de um medicamento único, baseado na lei dos semelhantes, para reequilibrar energiticamente o paciente .  No dia 25/01/2011 a pequena Lola começou o tratamento homeopático, com administração do medicamento Verat CH30 durante apenas 5 dias. Atentamos para que esse medicamento utilizado para Lola foi prescrito diante de várias características que a mesma apresenta, e não deve ser usado para outros animais com coprofagia, pois a avaliação na homeopatia é de acordo com O PACIENTE e não com a enfermidade.

Aproximadamente 20 dias depois do ínício do tratamento, a Lola já apresentou sinais de melhora: pegava as fezes e escondia, ou comia só um pouco e deixava o restante.

Após mais 10 dias a Lola demonstrou a cura desse desequilíbrio, poisseuqer agora  pega as fezes, nem para comê-las e nem para escondê-las e além disso, passou a urinar e defecar em locais adequados, o que antes não fazia com frequência.

Infelizmente ainda a maioria das pessoas buscam todos os tipos de tratamentos medicamentosos em primeira instância e somente se esses falharem buscam outras alternativas como a homeopatia. Esse ainda é um mal presente no Ocidente, mas lembramos que assim como qualquer outra terapêutica adotada, quanto mais cedo instituída, mais cedo virão as respostas.

Publicado por: Maristela Schoenherr | 20 20UTC novembro 20UTC 2010

Florais de Bach para animais

A cura através das essências florais, acreditando que os estados mentais são a causa primária da doença. Esse é o princípio dos florais de Bach.  O primeiro método terapêutico baseado nessa teoria surgiu pela década de 30 por um médico britânico chamado Edward Bach.

” Tudo no universo emite uma vibração. O que faz uma coisa ser vermelha são as vibrações que ela emite. As flores também têm uma certa frequência. Se você processa a flor numa essência e ingere essa essência, seu corpo começa a vibrar nessa frequência. Ela começa então a promover a sincronização das células e dos tecidos do seu corpo, fazendo com que vibrem nesse nível.” (Leonardi)

Assim como na homeopatia e na medicina chinesa, os florais tratam também o enfermo e não a enfermidade, isto é, tratar as causas e não somente os efeitos.

Para Bach, a doença é o resultado final de forças atuando longa e profundamente, e mesmo que o tratamento isolado seja aparentemente bem sucedido, isso não passará de um alívio temporário caso a causa real não seja eliminada.

Bach estudou e concluiu que os estados mentais positivos e saudáveis poderiam ser recuperados por energias que se encontram em plantas, árvores, arbustos florescentes e em determinados tipos de água. E assim, encontrou 38 essências florais, que são os remédios de Bach.

Como o princípio do uso de florais refere que a doença inicia no estado mental, o seu uso é guiado basicamente pela personalidade e temperamento do paciente.

Cada uma das 38 essências tem uma característica relacionada com emoções e temperamentos, e deve ser indicada ao paciente de forma que seja semelhante as características do mesmo.

Os florais são produtos não tóxicos, naturais que não resultam em efeitos colaterais e complicados, por isso podem ser usadas em conjunto com outros tipos de terapias. Tanto profissionais como leigos podem fazer uso dela, porém seu uso indiscriminado e incorreto levam a descrença de seu efeito terapêutico. Há que se analisar a essência mais adequada, assim como a quantidade e tempo de administração.

Segue abaixo alguma das essências com o seu uso principal, porém, reforço, que os florais devem ser usados de acordo com as características individuais, para tratar o animal e não apenas sua doença. Para isso é fundamental uma avaliação completa do paciente para que se chegue a uma ou associação de algumas essências mais indicadas.

Agrimony: animais preocupados, que ficam ansiosos para agradar os donos, que parecem nunca relaxar ou ficar a vontade.

Aspen: animais extremamente medrosos e assustados, que urinam de medo.

Beech: animais que se irritam ou se aborrecem facilmente, não toleram mudanças.

Centaury: seguem o dono o tempo todo, lambe o dono constantemente, animais muito submissos.

Cherry Plum: animais com comportamento imprevisível, nervosos, que se automutilam.

Chicory: animais superprotetores, que não deixam que outros animais tenham a atenção de ninguém, que não perdem o dono de vista.

Clematis: animais desatentos, apáticos, preguiçosos.

Heather: animais que rogam por atenção, são barulhentos, inoportunos.

Mimulus: trata o medo de coisas conhecidas, timidez, distúrbios cardíacos.

Olive: animais fracos, anêmicos, para revitalização de animais geriátricos.

Vine: trata o temperamento dominador, territorialista.  

Deve-se levar em conta influências do meio, sobretudo dos proprietários sobre o animal, pois devido ao vínculo cada vez maior que possuímos com os cães e gatos, esses se tornam totalmente influenciados por nós, mascarando ou comprometendo seu temperamento.

É necessário que se avalie e atenda a verdadeira necessidade DO ANIMAL.

O uso dos florais permite resgatar o equilíbrio e a harmonia da verdadeira natureza dos animais, trazendo assim a cura de doenças e distúrbios resultantes da distorção que o ser humano faça dessa natureza.

Publicado por: Maristela Schoenherr | 23 23UTC outubro 23UTC 2010

Coprofagia e acupuntura

A coprofagia é um distúrbio cada vez mais comum nas clínicas de pequenos animais. Talvez pelo fato de que os animais criaram um vínculo mais forte conosco, e assim, perderam também muito de seus hábitos primitivos.

Mas o que é? e por que acontece?

Define-se pelo ato de o animal comer as suas próprias fezes ou de outros animais ou espécies. Para nós, parece uma atitude bastante repugnante, mas os animais assim fazem por acharem as fezes palatáveis.

A coprofagia é multifatorial, ou seja, existem inúmeras causas e muitas vezes ela não é reconhecida. Algumas dessas causas: desnutrição ou hipovitaminoses, verminoses, síndrome de má absorção, stress, ansiedade, medo de punição, etc. A maioria dos casos são enquadrados nos distúrbios comportamentais, onde dificilmente se encontra uma terapia medicamentosa eficiente.

Existem florais que são comercializados para isso, porém é importante um conhecimento, avaliação e orientação do médico-veterinário para que exista efeito satisfatório.

Na medicina chinesa a coprofagia é vista como uma mania, um vício, um desequilíbrio mental. E para os chineses, o elemento Coração é o guardião da mente (shen). Logo, pode-se dizer que há uma estagnação de energia nesse meridiano.

Todas as doenças circulatórias, doenças propriamente do coração (cardiomiopatias) e os distúrbios comportamentais ( como excitação excessiva, cães que mudam de comportamento ou ficam muito ansiosos, latem muito ou ficam deprimidos e sem disposição) são animais que possuem um desequilíbrio no elemento fogo, que é representado pelo coração.

No caso de animais com coprofagia, é realizada uma avaliação para que se chegue a um diagnóstico energético além da estagnação em coração, ou seja,  é preciso avaliar se já existe também desequilíbrio nos demais elementos. Pois, lembro, na medicina chinesa, tudo é cíclico, interdependente.

O objetivo da aplicação das agulhas é provocar a desobstrução dessa energia que causa esse “vício” e promover um alívio geral do animal, um bem-estar do indivíduo como um todo, assim como resolver as possíveis causas desse desequilíbrio energético.

Logicamente, se detectado causas externas, ambientais como fatores predisponentes da coprofagia, como um erro no manejo, falta de higiene no local, excesso de punição do animal ao defecar, ou ansiedade excessiva por mudanças em sua rotina, entre outros, é essencial que se faça uma correção nesses fatores também.

A acupuntura pode ser associada também a outras terapias, como florais e homeopatia para alcançar um equilíbrio mais rapidamente. Como já dito em outros posts, quanto mais cedo tratarmos o desequilíbrio, mais cedo haverá uma resposta satisfatória.

Publicado por: Maristela Schoenherr | 11 11UTC setembro 11UTC 2010

Dermatofitose e medicina alternativa

Paciente: Tina

Raça: Lhasa Apso

Idade: 3  anos

Queixas: há mais de um ano apresentava lesões de pele características de dermatofitose (doença de pele causada por fungos).  Os sinais clínicos eram de coceira, mau cheiro, pelagem opaca, com locais de vermelhidão de pele e umidade.

O animal recebeu durante 05 dias Sulph CH30. Após 45 dias foi reavaliada: estava com a pelagem brilhante, sem mau cheiro, o prurido havia diminuído e as lesões haviam melhorado mas estavam presentes ainda. Logo, recebeu durante mais 5 dias Sulph CH100 e uma dietoterapia por 30 dias onde a ração foi reduzida e foi acrescentado alimentos a sua dieta, conforme suas características. Nesse caso, a dieta prescrita incluía fígado de boi, carne de porco, aveia, arroz, milho, batata, repolho, cenoura, couve, tomate, entre outros alimentos.

A fitoterapia também foi adjuvante com tanchagem para borrifar, chá de calêndula e bardana.

50 dias após os sintomas começaram a recidivar, então recebeu  Merc CH 30 durante 05 dias e 60 dias depois o animal recebeu alta, pois estava completamente saudável: sem lesões de pele, sem prurido, sem mau cheiro, alegre e brincalhona.

Foram necessários 6 meses de tratamento, com 3 prescrições homeopáticas com auxílio de uma dietoterapia e fitoterapia baseadas na medicina chinesa.

Doenças crônicas como era o caso de Tina, necessitam de tempo para que o organismo reorganize sua energia vital. Cada medicamento homeopático tem sua função,  exteriorizando mais a doença, na busca do equilíbrio e cura do paciente. Na homeopatia, o paciente tem sua cura de dentro para fora, ou seja, primeiro era necessário curar seus desequilíbrios energéticos mais internos para que então percebessemos a sua camada mais externa saudável ( pele).

Publicado por: Maristela Schoenherr | 30 30UTC agosto 30UTC 2010

“Quem não quer ver, não vê”

Eis a beleza da verdadeira arte de curar, a homeopatia. Inspirador para nós veterinários, aguça nossos olhares para nossos pacientes com a mais extrema percepção de suas dores e sofrimentos. Que possamos ler a linguagem que nos passam em seus gestos e olhares e enxerguemos um enfermo e não somente a doença. Revelador para proprietários, que cada vez mais aumentam o vínculo com seu animal de estimação e consequentemente buscam uma terapia que “enxergue” seu animalzinho como um todo, como um ser vivo que se relaciona e que necessita de uma cura, de um bem-estar maior.

Que com esse texto haja uma reflexão sobre o que queremos ver, e que nossas visões se ampliem atingindo o íntimo de nosso ser e de tudo que nos cerca.

Posto aqui um resumo traduzido do belo texto original em espanhol de Dr. Carlos E. Ferro ( médico- veterinário homeopata), publicado em 1983: ” Quien no quiere… ver, no ve.” Ou seja : Quem não quer ver, não vê.

” O informe de meu colega dizia: ” Tumor Vaginal Prolongado tamanho de uma maçã ulcerada, com tecido necrosado em decomposição e sangrante. Indico urgentemente cirurgia e antibióticos”.  Já estavam todos preparados para a cirurgia e tive medo de ferir meus colegas para pedir que me permitissem a tentativa de um tratamento homeopático, mas o caso era de vida ou morte, e foram tantos os mortos que vi em minha carreira de cirurgião veterinário que me encorajei de pedir-lhes o caso nem que fosse para melhorar sua condição energética, pois a paciente se encontrava tão caquética que poderia nem resistir a anestesia. Sendo assim, meus colegas me deram 48 horas para recuperar a paciente e então ser feita a operação. Dessa forma, Chirola passou a ser minha paciente.

Chirola era uma cadela mestiça de cor negra com manchas brancas, corpo mediano e delgado, jogado sobre sua pequena cama, com olhos grandes que se esforçavam para ficar abertos e um tumor vaginal pendurado e pútrido  que sangrava. Assim, olhei em seus olhos e num idioma que só nós conhecemos, perguntei-lhe: Por que ficou tão enferma? O que te causou tanto sofrimento na vida para ficar tão doente assim? Custa tanto assim viver?  por que pagar tão cara tua pequena vida?

Então, comecei a sentir que meus olhos se encheram de lástima por sua dor e comecei a ter respostas. Pois somente através do sentimento se pode ouvir o que se escuta e ver o que se vê. Ela também sentiu algo por mim e tentou demonstrar-me todo seu afeto com um abanar de cauda, e um pedido de carícia. Mas isso não era possível pois ela possuía uma espécie de casca protetora que lhe fez desviar os olhos e impediu a vivência do afeto. Respirava ofegante e olhava para porta como se quisesse partir ansiosamente. Iniciei então o interrogatório com seu proprietário, o qual pouco sabia sobre Chirola, pois pouco ou quase nenhum tempo passava com ela. E então percebi que o sofrimento de Chirola estava na necessidade de afeto que não era retribuída. Sua insuportável solidão diária esperando todo dia seu dono, havia deixado sua sequela física.

Prescrevi uma dose plus de Phosphorus 200 e pedi para retornar em 48 horas para combinar o horário da cirurgia.

O proprietário de Chirola não voltou e meus colegas a deram como morta e a nossa comum paciente agora era minha paciente.

Mas Chirola não estava morta, pelo contrário havia começado uma nova vida. O dono de Chirola retornou 3 dias depois relatando que o tumor havia diminuído, o animal voltou a comer, estava animada e ele não queria mais que operassem ela. 20 dias após a primeira dose da medicação o tumor estava dentro da vagina e do tamanho de uma lentilha. Um de meus colegas surpreendido relatou que se não fossem por suas manchas tão características pensaria que tivessem trocado a paciente. Hoje este médico se tornou também homeopata. Outro colega que examinou Chirola após esses 20 dias, o qual me inspirou nesse texto, constatou a diminuição do tumor mas insistia em dizer que o tumor ainda estava lá.

Hoje, Chirola fica em minha volta, faz festa, deixa ser tocada e acariciada, lambe minha face com sua língua alegre e agradecida e hoje sua vida lhe custa mais barata.

Quis trazer esse caso para VIII Congresso da Escola Médica Homeopática Argentina para mostrar que a medicina homeopática é a medicina do homem e é um patrimônio da natureza  e da vida. É a bendita Homeopatia que nos ensina e nos obriga a Ser. Porque:

Ser está na dor dos demais, quando nos necessitam. É estar em paz apesar da luta. É aceitar o que a vida nos nega e seguir adiante. É crer nos outros apesar dos enganos. É estar em todo o momento. É dar-se de coração.

Ser, precisamente ser, é deixar de existir por um momento, e parodoxalmente é o único instante em que é um.

A homeopatia convida a ser para que o homem não perca a única oportunidade da existência e da realização que são a verdadeira eternidade. “

Publicado por: Maristela Schoenherr | 26 26UTC agosto 26UTC 2010

Fitoterapia ou Homeopatia???

Muitas pessoas ainda confundem essas definições, achando erroneamente que se tratam da mesma terapia.

A fitoterapia, que já discutimos a respeito em outro post, trata-se de uma terapia que pode ser usada dentro da alopatia ou com os conhecimentos “populares”  ( famosos chás) ou  ainda, por um diagnóstico feito pela medicina chinesa ( fitoterapia chinesa), neste caso, usa-se com uma visão holística do paciente.

Já a homeopatia, é uma medicina holística, que se enquadra em uma especialidade já reconhecida.

Mas quais são as diferenças entre elas?

Bom, na verdade, as semelhanças são poucas. Mas muita confusão ocorre porque ambas tratam as doenças com produtos advindos da natureza e não utilizam produtos químicos em suas composições.

A fitoterapia usa somente plantas em seus medicamentos, que então extraídas sofrem um preparo para o veículo a ser utilizado, podendo ser em forma de chás, extratos, pós, pomadas, tintura-mãe, cápsulas, etc.

Diferente da homeopatia que usa medicamentos de origem vegetal, animal ou mineral. O produto que será utilizado como medicamento antes tem que sofrer um processo de diluição e dinamização ( um dos princípios da homeopatia). Ou seja, todo medicamento homeopático sofre um processo de diluição para minimizar os efeitos tóxicos e é dinamizado ( agitado) para que aumente a potência do medicamento homeopático.

Por exemplo, uma planta ( a qual tanto a homeopatia e a fitoterapia podem utilizar) se não sofrer processo de dinamização e diluição, não é considerada homeopatia.

Outra diferença entre as terapias é que a homeopatia segue a lei da semelhança, proposta por Samuel Hahnemann. Ou seja, um medicamento com características de inquietude, de febre, de muita sede e magro serão dados a um paciente que demonstre esses mesmos sintomas. Já a fitoterapia, pode ser usada de maneira alopática, ou então segue os princípios da medicina chinesa. Na medicina chinesa, as plantas são classificadas como quente ou frias, relaxantes ou agitantes e se o paciente tem sinais de calor, será dado uma planta com características frias, se ele tem ansiedade, será adminsitrado uma planta com propriedades calmantes, e assim por diante.

O medicamento homeopático ( sofre dinamização, diluição, é empregado seguindo a lei da semelhança) pode ser prescrito na forma de glóbulos, líquidos ( gotas), shampoos, pomadas, etc.

Concluindo, a fitoterapia possui definição, uso e princípios que a regem, bem diferenciados da homeopatia. A fitoterapia é amplamente utilizada nos dias de hoje, possuindo um reconhecimento da Anvisa porém não é reconhecida ainda como uma especialidade médica, diferente da homeopatia.

Por mais que ambas não se tratem da mesma terapia, não há problema algum de associá-las num tratamento, desde que feito, logicamente, por estudiosos do assunto, e no caso da homeopatia, por especialistas, pois lembro, que não é por se tratar de ” terapias naturais” que os animais estão livres dos efeitos colaterais.

É importante termos conhecimento do assunto para que possamos divulgá-lo corretamente,  caminhando sempre para uma evolução na medicina veterinária que acompanhe o crescimento da medicina humana e que supra todas as necessidades que vêm também, com o aumento do vínculo homem-animal. Dessa forma, trazendo o maior equilíbrio possível para essa relação.

Publicado por: Maristela Schoenherr | 9 09UTC agosto 09UTC 2010

Caso Clínico- Nefrite aguda e homeopatia

A nefrite tem como definição uma condição inflamatória dos rins, afetando sua função de  filtragem que é muito importante para o organismo. O rim é responsável por produzir uma substância essencial para produção de sangue e por reabsorver os metabólitos importantes para o funcionamento do metabolismo e por excretar as substâncias tóxicas, entre elas a uréia.

A nefrite aguda aparece subitamente e se manifesta por alguns principais sinais clínicos como: vômitos, pouca ou nenhuma quantidade de urina e prostração. Pode ser resultante de uma infecção de bexiga ( cistite) que ascende até o rim, infecções locais, desequilíbrios hormonais, problemas genéticos ou hereditários, etc.

Pela visão da medicina holística, entre as causas ainda existe o fator emocional. Pois observando o paciente como um todo, é inevitável  percebermos que os animais interagindo conosco, seus proprietários, possuem emoções que podem gerar um desequilíbrio energético ocasionando as manifestações clínicas.

O rim, na visão da medicina chinesa, é um órgão muito importante também, e além das funções que conhecemos pela medicina ocidental ( metabolismo das águas) , temos  funções de armazenamento de nossa energia vital (Jing) e fonte  da energia yin e yang de todos os outros órgãos. O rim, ainda pela visão oriental, é responsável pela pelagem, ossos, ouvidos, dentes, bexiga e rins.

CASO CLÍNICO

Paciente: Mel

Espécie: felina

Raça: Persa vermelho

Idade: 6 anos

Queixas principais: estava emagrecendo, sem disposição, queria apenas dormir, apresentava alguns vômitos esporádicos,  perdendo muito pêlo.

Foi realizado exames laboratoriais de sangue onde detectou-se aumento das enzimas renais uréia e creatinina, indicando que estava ocorrendo uma perda parcial da filtragem normal realizada pelos rins.

Houve relato do proprietário que os sinais começaram após uma mudança na rotina do animal devido a mudanças internas na casa.

O tratamento da Mel baseou-se apenas na medicina alternativa com uso de fitoterápicos ( chá de cabelo de milho e tintura mãe de Bardana) e homeopatia. Recebeu fitoterapia durante 10 dias. Dois medicamentos homeopáticos foram utilizados, um  durante 05 dias ( Ars CH 30) e outro ( Calendula CH6) durante 30 dias.

Após 45 dias repetimos o exame de sangue que se mostrou com valores dentro da normalidade. O estado geral do animal melhorou, voltou com seu temperamento normal, mais ativa e brincalhona, não apresentando mais nenhuma alteração clínica.

Concluímos que a homeopatia bem aplicada ao paciente, pode trazer resultados rápidos quando tratado no início da doença. Casos agudos respondem de forma mais rápida, assim como na alopatia.

Como sabemos, pela medicina holística, sintomas mentais, emocionais, físicos, estão todos interligados; podendo ser desencadeantes ou perpetuantes da doença em si.  Portanto é de grande importância que o proprietário observe e perceba seu animal em relação a fatores emocionais, pois não basta apenas tratarmos a doença visível, mas é necessário que se corrija ou amenize possíveis causas mentais também; assim tratando o indivíduo como um todo.

Publicado por: Maristela Schoenherr | 3 03UTC agosto 03UTC 2010

Caso Clínico – dermatologia e medicina alternativa

A dermatologia é responsável pela maior parte da casoística na clínica de pequenos animais. Tem inúmeras causas desde ectoparasitas até doenças auto-imunes. Dos diagnósticos mais simples que podemos verificar na primeira consulta até alguns mais complicados que requerem diversos exames laboratoriais.

Dentro dessa complexidade que se enquadra a dermatologia, o tratamento das doenças de pele são muitas vezes demorado, com um alto custo e ainda em alguns casos, não respondem de uma maneira esperada e significativa.

Sendo assim, o tratamento com acupuntura e homeopatia podem estar associados a alopatia potencializando o efeito benéfico ao tratamento, ou podem também ser usados de forma exclusiva, sempre com o objetivo de minimizar o desconforto animal e evitar recidivas.

Na dermatologia de pequenos animais ainda ocorrem muitos diagnósticos errôneos  e muitos tratamentos frustrantes, gerando consequências ruins aos animais, proprietários e veterinários. Entretanto, com o surgimento  da acupuntura e homeopatia em cães e gatos, esse cenário pode mudar e trazer muito mais satisfação a todos.

A alergia é uma das principais causas de doenças de pele em cães e gatos. Requer muita atenção do médico veterinário na instituição de uma terapia adequada e também muita paciência do proprietário, pois a melhora muitas vezes tarda a aparecer e há uma série de cuidados que precisam ser tomados para toda a vida do animal.

CASO CLÍNICO:

Paciente: Juca

Espécie: Canina

Raça: Pug

Idade: 2 anos

Sexo: macho

- O animal apresenta um quadro alérgico, desde filhote,  que acarreta em infecções secundárias de pele como dermatites bacterianas e fúngicas. Esse quadro alérgico é caracterizado por prurido ( coceira) principalmente a noite, a pelagem fica opaca, sem brilho, há queda de pêlos ( às vezes com falhas de pêlo localizadas e pápulas pelo corpo) e mau cheiro. Também ocasiona otites (infecções nos ouvidos) e conjuntivites ( infecção nos olhos). Já ocorreram também episódios de diarréias e vômitos, hipersenbilidade severa ao uso de diversos medicamentos contra pulgas e carrapatos.

- o paciente já havia recebido vários tratamentos alopáticos desde filhote, mas sempre com lesões que voltavam.

- em janeiro de 2010 o tratamento com acupuntura foi iniciado, com sessões  semanais durante 05 meses. Nas primeiras sessões, o proprietário notou que o animal já estava mais calmo, menos ansioso, dormindo melhor. Porém houve uma piora das suas lesões na pele, olhos e ouvidos e de seu prurido. Após os 5 meses de tratamento ocorreu a  melhora das lesões de pele, qualidade da pelagem, os olhos estavam saudáveis assim como ouvidos. As sessões começaram a ser quinzenais e  o tratamento homeopático foi instituído também.

- a piora que ocorreu no início do tratamento é positiva no caso da acupuntura, pois significa que o animal é sensível a terapia e está ocorrendo uma “reorganização” de sua energia que estava nesse caso, deficiente. Lembro que essa agravação que PODE ocorrer é sutil e transitória.

- Foram realizadas  sessões quinzenais de acupuntura durante 2 meses com continuidade da homeopatia e as sessões passaram a ser mensais.

-  Conclusão: o paciente está estabilizado  com uso de homeopatia, acupuntura mensal e banhos medicamentosos. A sua pelagem melhorou, o odor desagradável diminuiu, as lesões de pele raramente aparecem assim como o prurido. O animal consegue dormir melhor, ficou mais tranquilo e dessa forma tem uma melhor qualidade de vida. 

- as sessões de  acupuntura ainda serão espaçadas de acordo com os seus sintomas, assim como o uso da homeopatia. Realizamos controle de pulgas e carrapatos também com uso de produtos homeopáticos.

Doenças de pele causadas por alergia requerem um tratamento e cuidados para o resto da vida. Com o uso da medicina alternativa, não há presença de efeitos colaterais e há uma melhora no estado geral do paciente. ( inclusive sintomas mentais, representados aqui pela sua menor ansiedade.)

Dessa forma, o Juca está protegido contra ectoparasitas de uma forma segura para si e recebe medicações homeopáticas e sessões de acupuntura, conforme a necessidade que seu organismo demonstre, atingindo cada vez mais a estabilidade de seu equilíbrio energético,  refletido em sua maior disposição e cura de seus sintomas.

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