Publicado por: Maristela Schoenherr | 14 de julho de 2010

Caso Clínico- Acupuntura x cinomose

Primeiramente, vamos expor brevemente sobre o que é a cinomose na medicina ocidental e na medicina tradicional chinesa.

Na nossa medicina ocidental, entendemos que cinomose é um tipo de virose que pode acometer todos os canídeos não vacinados contra essa doença.  O vírus pode atingir o sistema respiratório, sistema gástrico entérico (estômago e inetstinos), sistema neurológico e olhos. Dessa forma ocasiona sintomas variáveis dependentes do sistema atingido, que em geral incluem, falta de apetite, prostração ( falta de ânimo), febre, vômitos, diarréia, tosse, corrimento nasal, conjuntivite com muita secreção ocular, tiques, convulsões, etc.

Os animais infectados pela cinomose podem demosntrar todos esses sinais ou somente algum deles, assim também como uma hiperqueratinização ( espessamento) dos coxins plantares. Em muitos casos ocorre de o paciente demonstrar apenas os sinais neurológicos ( descoordenação para andar, convulsões, tiques).

Como se trata de uma virose, os sinais clínicos e progressão da doença dependem também do estado imunológico que o animal se encontra. Por isso é essencial que os cães, quando filhotes sejam vacinados ou recebam o nosódio contra a doença, com consequente acompanhamento; pois trata-se de uma doença de complicado tratamento e prognóstico reservado.

Na medicina oriental, tratamos a cinomose apenas quando está estabilizada, ou seja, já passou de sua fase aguda ( problemas gástrico entéricos, prostração, sinais respiratórios, etc). Isto é, a acupuntura pode tratar somente as sequelas causadas pela encefalite= as mioclonias (tiques).

Na medicina chinesa, consideramos que os tiques são causados por “vento interno”, causado pelo meridiano do fígado, o qual deve ser removido do organismo para que se reestabeleça o equilíbrio energético.

O tratamento dessas sequelas de cinomose pela acupuntura pode ser longo e muitas vezes não reduzir 100% das mioclonias, mas auxiliará notavelmente numa melhora de qualidade de vida do animal e como em todas as demais doenças tratadas pela medicina chinesa, promoverá um reequilíbrio do  paciente como um todo.

CASO CLÍNICO:

Paciente: Nestor

Raça: Labrador

data de nascimento: fev/ 2008

- animal há um mês apresentava a doença estabilizada, apenas com as mioclonias  no membro torácico esquerdo, ao redor dos olhos e na fronte (cabeça). Possuía tiques na mandíbula também, ocasionando um excesso de salivação. Apresentava eventuais perdas de apetite e estava magro.

- realizamos tratamento de acupuntura durante 09 meses, num total de 20 sessões.

- inicialmente as sessões foram semanais até a 8ª sessão, quando começou a ter melhoras: ao andar e dormir os tiques do membro diminuíam. As mioclonias dos olhos e mandíbula já não eram mais presentes e da cabeça haviam diminuído também.

- da 8ª até 17ª sessão fazia-se um intervalo quinzenal e depois mensalmente, conforme as mioclonias reduziam.

- infelizmente, a 20º sessão foi a última, pois o animal fugiu da casa do proprietário e não foi mais encontrado. Mas obtivemos um positivo resultado terapêutico com a acupuntura, conseguindo reduzir as mioclonias do animal cerca de 50%.

- além dos tiques terem diminuídos o animal que possuía também sarna demodécica, não demonstrou lesões da mesma durante o tratamento, e também  estabilizou seu apetite melhorando sua condição corporal.

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Publicado por: Maristela Schoenherr | 16 de maio de 2010

Energia segundo a Medicina Chinesa

Nas terapias alternativas trabalhamos com base na energia do paciente, partindo do princípio que toda doença é manifestação de um desequilíbrio energético.

É a energia que flui em nosso organismo que nos mantém vivos, aptos para a realização de todo o metabolismo. Quando ela está deficiente, em excesso ou estagnada surgem as dores e os sintomas clínicos.

Mas de onde vem essa energia?

De acordo com a medicina chinesa a energia tem as seguintes origens:

- energia pré-celestial ou ancestral: é aquela energia que nos é herdada. Todos nós, seres vivos, nascemos já com um estoque de energia, que é transmitido pelos nossos genitores.

 Sendo assim,  a qualidade e quantidade de energia ancestral que recebemos vai depender diretamente da energia de nossos pais, da qualidade de vida desses, da quantidade energética que ainda podem transmitir, número de partos e assim por diante.

- energia dos alimentos: todas as fontes alimentares possuem uma energia, todos os grãos, frutos, legumes, carnes, etc possuem uma carga de energia diferente. A qualidade e quantidade dos alimentos que ingerimos vão nos influenciar de forma direta na nossa condição energética. Essa é a base da dietoterapia, onde auxiliamos a cura, através dos alimentos. Por isso também a importância de prezarmos por uma boa e equilibrada alimentação.

- energia do ar: A respiração é fundamental no nosso equilíbrio. O ar além de nos trazer a energia também permite que a mesma flua por todo o nosso corpo. Oriundo desse conceito que na medicina chinesa é muito estimado o uso dos exercícios respiratórios como no Tai Chi Chuan. Portanto, a qualidade do ar que respiramos e a forma como fazemos também vai influenciar diretamente em nossa energia. 

O conjunto desses fatores é analisado ao se tratar um paciente, para direcionarmos onde há uma maior falha e poder então corrigir junto com os sintomas apresentados.

A acupuntura pode trabalhar com pontos que atuem mais na energia ancestral, ou na energia alimentar ou na energia do ar. Vai depender de cada indivíduo.

Dessa maneira, percebemos que as doenças, são reflexos de um todo. Por exemplo,  um paciente que nasceu de mãe abandonada na rua, e apresenta dificuldades de locomoção ou infecções recorrentes, ou de um paciente que convive com proprietários fumantes e possui constantes problemas de pele, ou ainda, um animal obeso e mesmo que receba ração light não emagreça. Há uma interrelação muito estreita nessas situações. Todos esses animais possuem um desequilíbrio em suas energias de origem e se não tratados vão continuar com um desencadeamento de desequilíbrio que afetará outros órgão de maneira cíclica.

A medicina alternativa corrige diretamente a deficiência/excesso energia, percebendo essa interdependência de fatores, pois não olha a doença de maneira linear mas sim, holística, permitindo então uma resposta satisfatória ( cura) e evitando recidivas dos sintomas.

Tendo em mente agora de onde todos nós obtemos a energia, cabe refletirmos um pouco sobre nossa qualidade de vida e de nossos animais de estimação. O que podemos fazer com nosso ar, com nossa alimentação, com nosso ritmo diário de vida.

Somos TODOS seres interdependentes. E as doenças são reflexos de toda a energia que movimenta essa interdependência.

Para representar esse conceito, temos o yin yang. O qual nos mostra que há duas forças, porém elas são complementares. Uma não existe sem a outra. São forças cíclicas e intermináveis, mas sempre interdependentes. E  assim se dá o equilíbrio.

Publicado por: Maristela Schoenherr | 7 de maio de 2010

CASO CLÍNICO – HOMEOPATIA E DERMATITE

Paciente: Nina

Raça: Akita

Idade: 5 anos

Queixas principais e diagnóstico:

Animal estava apresentando há aproximadamente um ano lesões de pele caracterizadas por alopecia generalizada ( falhas de pêlo por todo o corpo), muitas feridas na pele como crostas, pápulas, comedões, espalhadas pelo dorso, abdômen, virilhas, membros. A sua cauda estava hiperpigmentada e sem pêlos ( chamada “cauda de rato”). O prurido (coceira) era intenso. A pele estava  avermelhada no corpo todo. Além disso, a cadela estava emagrecendo e apresentando cio há cada 15 dias.

Através de exame de pele e ultrassom realizado por outra veterinária que me encaminhou o caso, notamos um caso de piodermatite e ovário policístico.

O paciente já havia se submetido ao tratamento alopático porém com insucesso.

Tratamento:

Entramos com apenas o tratamento homeopático, sendo administrado o medicamento, encontrado para essa paciente, por via oral, três vezes ao dia, durante 05 dias. Após 30 dias já era visível os resultados. O animal estava mais ativo, mais brincalhão, estava engordando e não apresentou mais cio. A pelagem estava crescendo, mais brilhosa e a vermelhidão havia sumido. A pelagem da cauda também já estava praticamente normal. As feridas diminuíram significativamente assim como o prurido.

Foi administrado mais uma dose do medicamento homeopático após 45 dias da primeira dose, e dessa vez em dose única. O animal vem apresentando uma melhora progressiva do quadro clínico.

Conclusão:  

O animal obteve um maior bem estar demonstrado claramente pela sua melhora de pele e seu estado geral. Animal está mais ativo e brincalhão, pois a homeopatia possibilita uma mudança do interior para o exterior do indivíduo, tratando não somente suas lesões externas (pelagem) mas também permitindo uma mudança energética em seu campo psíquico (mental). Por isso dizemos que trata o paciente como um TODO.

Os resultados vieram rapidamente, desmitificando que a homeopatia é para longo prazo. Cada caso se manifesta de acordo com o estágio da doença.

Houve uma maior praticidade no tratamento e uma relação custo-benefício bastante favorável.

  Todas as fotos mostradas são da paciente  após os 45 dias da primeira dose do medicamento homeopático.

Publicado por: Maristela Schoenherr | 12 de abril de 2010

Comida para os animais??

Na medicina chinesa, a saúde é o resultado do equilíbrio de energia, que se dá pelo ar, pela genética e também pelos alimentos. Dessa forma, a alimentação é uma importante fonte de energia da qual também usamos para se chegar a cura.

Essa ” dietoterapia” da qual falamos tem seus princípios enraizados na medicina chinesa. Portanto, o alimento que o animal deve receber ou evitar vai depender do diagnóstico realizado com base na sua quantidade e qualidade energética.

Muitas pessoas ainda estão habituadas ao conceito de que o animal necessita comer apenas ração. Porém, devemos lembrar que, quanto mais os anos passam, mais os animais se tornam próximos a nós, e de certa forma, mais “humanizados” são. Ficam cada vez mais longe de sua fisiologia primitiva, onde caçavam, sustentavam-se de alimentos frescos e naturais.

Atualmente, devido a nossa rotina, adaptamos os bichanos as dietas comerciais que são equilibradas de acordo com a espécie e são mais práticas para nosso dia-a-dia. Não podemos esquecer que isso gera sempre desvantagens, pois são altamente carregadas de conservantes além de serem generalizadas. Alguns animais por exemplo não toleram proteína oriunda de carne de aves, podendo desenvolver uma obesidade ou uma alergia alimentar, enquanto outro animal pode muito bem se adaptar a esse alimento.

Cada indivíduo é único. Essa é a primeira vantagem de utilizarmos ou associarmos a dieta caseira aos animais. Ela será elaborada, cuidadosamente, de acordo com as necessidades individuais do paciente.

Outra vantagem da dieta caseira é que os animais tem como um de seus maiores prazeres a alimentação. A maioria dos animais aceita muita bem os alimentos.

Alguns pacientes, por exemplo, podem ser previamente tratados apenas com a dietoterapia para depois então ser inclusa outras terapias alternativas, principalmente em casos de que o animal está muito agressivo, devido a um desequilíbrio energético, impossibilitando o contato direto do médico-veterinário.

Eu, particularmente, possuo pacientes que são habituados com a dieta comercial desde filhotes, logo, não suspendo essa rotina, mas apenas acrescento a dieta alimentar, de uma maneira que se chegue ao equilíbrio.

Os alimentos são divididos em cereais, vegetais e carnes. Todos devem ser oferecidos mas em proporções diferentes dependendo do animal.

As dietas podem ser elaboradas para “aquecer”, ” refrescar”, direcionar fluídos para baixo,  para cima. Podem promover energia para dentro ou para fora.  Tudo de acordo com o diagnóstico de cada paciente.

Os alimentos são classificados também de acordo com seus sabores, temperaturas e propriedades yin/yang. Por exemplo: um animal com características temperamentais “madeira”  terá preferência por alimentos pungentes (picantes) os quais devem ser acrescentados na dieta, como alho e cebola. Se esse mesmo animal tiver um problema causado por “calor interno”, como inflamações, deve ser oferecido alimentos refrescantes como soja ou cevada, e se for um animal que se enquadre em características yang, deverá receber alimentos yin, como carne de perú. Se for um animal idoso a temperatura deverá ser sempre cozida.

Na dietoterapia, observamos o animal como um todo, levando em conta todas as suas características de acordo com a medicina chinesa, além de seu estilo de vida, idade, estação do ano e resposta a dieta. Só depois de tudo isso então, pode-se  formular a melhor dieta de acordo com cada um e cada finalidade particular. Muitas vezes ainda se torna necessário um reajuste da dieta, como suspensão de alguns alimentos ou acréscimo de outros, conforme a energia começa a ser ajustada.

A dietoterapia é mais um artifício que pode ser associado com a rotina habitual do animal, para que facilite o caminho a cura. Não há contra-indicação, porém é sempre necessário uma criteriosa avaliação prévia e um acompanhamento minucioso.

É uma atitude que trará mais bem-estar ao seu bichinho e ele, receberá isso, da forma que mais adora: comendo.

Publicado por: Maristela Schoenherr | 31 de março de 2010

Sequelas de cinomose x Acupuntura

Paciente: Jack

Espécie: canino

Raça: Cocker Spaniel Inglês

Histórico clínico: Animal chegou ao consultório no dia 09/01/2010 com sinais de sequela de cinomose, a qual foi diagnosticada em setembro/2009.

Os sinais apresentados eram de mioclonias ( contrações musculares involuntárias) nos membros pélvicos. Dava um ou dois passos e sua região posterior “caía”. Esses poucos passos dados, eram realizados com os membros unidos, não trocava os passos. Não tinha sustentação nos membros pélvicos, estes ficavam trêmulos. Apresentava também lesões  de pele na cabeça, orelhas ( haviam falhas de pelagem), seborréia seca generalizada e intensa queda de pêlo ( o qual estava seco e sem brilho).

O que é a cinomose e suas sequelas??

Na medicina tradicional ocidental, sabemos que a cinomose é uma doença causada por um vírus, acometendo portanto, cães que não são vacinados ou recebem uma vacina de má qualidade ou de forma inadequada. Somente a espécie canina é atingida por essa virose, sendo uma doença altamente infecto-contagiosa entre a espécie.

A doença pode causar sinais clínicos respiratórios ( corrimento nasal, tosse), sinais gastrointestinais ( anorexia, vômito e diarréia),  conjuntivite e sinais neurológicos ( mioclonias ou “tiques”, paralisia de membros, incoordenação, convulsões, etc).

A cinomose pode manifestar no animal somente um desses sinais ou a associação de todos eles.

No caso da cinomose, a acupuntura trata apenas os cães que já manifestaram os sinais respiratórios ou gastrointestinais, isto é, apenas na fase neurológica avançada ( sequelas). Pois, normalmente, quando a doença se manifesta o animal encontra-se muito debilitado e com pouca energia vital, necessitando de cuidados emergenciais.

E mesmo os casos de sinais neurológicos devem ser bem avaliados antes de se tratar com acupuntura, para que a encefalite que é causada pelo vírus, não evolua com o tratamento alternativo.

Tratamento: O jack previamente a acupuntura foi tratado alopaticamente, porém não respondeu a nenhum tratamento. Iniciamos a acupuntura no dia 09/01/09 com sessões semanais até a 7º sessão, quando espaçamos as sessões para cada 15 dias.

Na 5º sessão o paciente iniciou tratamento homeopático também.

Percebemos a partir da 3º sessão de acupuntura uma melhora de sustentação de seu peso com a região pélvica e começou a trocar passos ( não andar mais com os dois membros juntos). A partir da 6º sessão houve uma melhora mais significativa e gradativa ao paciente que nos mostra atualmente uma melhora dos sinais clínicos de 80% aproximadamente.

Sua pele recebeu também tratamento tópico com shampoos e vitaminas orais. Atualmente não há mais lesões de pele, sua pelagem está mais sedosa e brilhosa, não há mais seborréia seca.

Conclusão:  Percebemos que a acupuntura é extremamente eficaz para casos de sequelas de cinomose, melhorando sinais clínicos e consequentemente, traz uma melhor qualidade de vida e bem-estar ao paciente.

O uso de outras terapias alternativas, como a homeopatia nesse caso, mostra-nos que o efeito é sinérgico, ou seja, resulta em uma melhora ainda mais rápida e positiva ao paciente.

Abaixo segue o link para um vídeo do Jack na sua 9º sessão de acupuntura. Está muito mais brincalhão e ativo agora que pode até correr. O tratamento ainda continuará quinzenalmente e depois mensalmente conforme sua resposta, e da mesma forma, o tratamento homeopático será repetido conforme necessidade.

http://www.youtube.com/watch?v=yyOK90fuk9E

Publicado por: Maristela Schoenherr | 17 de março de 2010

Acupuntura é muito cara?

A acupuntura  é uma especialidade que ainda está em sua fase de crescimento inicial. Apesar de existir há mais de 4000 anos, apenas agora vem sendo mais utilizada e procurada pelo seu alívio em doenças ou dores crônicas, como um último recurso após o insucesso de outras tentativas.

Porém na região oriental, a acupuntura é utilizada de forma preventiva ou como primeira opção de tratamento em muitas doenças.

Isso se deve principalmente a uma cultura diferente.  Aqui no Ocidente, nossa medicina tradicional baseia-se na supressão de sintomas. Buscamos então o aprimoramento de medicamentos, a amplitude do espectro de ação do princípio ativo, resultando num medicamento mais forte e se possível com menos efeitos colaterais.

Sendo assim, pela cultura ocidental, quanto melhor a qualidade do produto, quanto mais potente for o medicamento, maior será seu custo.

E o tratamento pela nossa medicina tradicional requer, algumas vezes, o uso de muitos medicamentos juntos. Por exemplo, um cão com dermatite alérgica: na maioria dos casos, quando as lesões são extensas e o problema é crônico, vai precisar de um antibiótico e/ou um antifúngico para controlar as infecções secundárias, um antihistamínico para controlar a coceira ou ainda um corticóide, e muitas vezes também, um protetor gástrico para evitar uma gastrite e possíveis vômitos devido as medicações. E associado a essa terapia oral, normalmente se faz necessário banhos com shampoos medicamentosos. 

Esse mesmo animal com dermatite alérgica, sendo tratado com acupuntura, em muitos casos, dispensa o uso de qualquer medicação ou no mínimo a redução de alguns produtos. Pode-se associar a acupuntura, o uso de fitoterápicos ou homeopatia, que são terapias extremamente baratas e dispensarão o uso da alopatia, nesse caso.

Logo, é essencial que analisemos cada caso, colocando a risca todos os custos de cada terapia, a curto e a longo prazo. Pois lembramos que a acupuntura equilibra o indivíduo como um todo, ao mesmo tempo que pode estar tratando uma ansiedade que pode estar ocasionando o problema no animal, também estará melhorando sua pele e pelagem, diminuindo seu prurido, protegendo seu estômago e assim por diante.

Outra observação importante é que se trata de uma especialidade. Todos os profissionais que estão aptos a fazê-la investiram nesse processo, pois tiveram que fazer uma pós-graduação, um curso, enfim, um aperfeiçoamento na área de acupuntura veterinária. E toda especialidade, seja ela na área humana ou veterinária, vai apresentar um diferencial de custo.

Outro fator importante a considerar, além da relação custo x benefício, é que as pessoas esperam da acupuntura uma resposta rápida e, em alguns casos, até milagrosa. A acupuntura, assim como a alopatia, também possui suas limitações e também seu tempo de ação de acordo com o estágio da doença e grau da lesão.

É necessário, que se crie ou amplifique o campo de visão, que sejamos aptos a  mudanças que trazem o crescimento.

A acupuntura é cara?? Ela tem custo, assim como qualquer outra terapia. Algumas vezes um mês de tratamento é necessário, outras vezes um ano. Mas ela traz também inúmeros benefícios, alguns até de forma preventiva e consequentes ao atual tratamento.

E o que é mais importante, se for bem aplicada, por um profissional competente, ela raramente provocará efeitos colaterais.

Os custos, infelizmente, existem, prá tudo. É primordial porém, que analisemos o que mais vale a pena, o que será um custo atual, apenas um tratamento paleativo ou um investimento em saúde, em qualidade de vida.

O que é tradicional vai sempre manter seu lugar, mas nós temos o raciocínio, a versatilidade, o bom-senso que nos torna seres humanos e permite nossa evolução. Que façamos o uso disso tudo então, sem perder as raízes ocidentais, mas usando e acrescentando-as as novas oportunidades para se obter o progresso adjunto de um maior bem-estar.

Publicado por: Maristela Schoenherr | 30 de janeiro de 2010

Acupuntura: com alopatia???

Ainda vejo, que existe muita dúvida a respeito desse tema, tanto da parte de clientes como de colegas de profissão. Percebo que clientes que tratam seus animaizinhos com medicina tradicional ocidental e que procuram uma medicina alternativa,  acham que é necessário interromper os medicamentos para iniciar a acupuntura ou vice-versa. Além, de veterinários que erroneamente orientam seus clientes a optar por  um tratamento OU outro, ou ainda suspendem o uso da acupuntura para iniciar o tratamento alopático.

Por me deparar com situações dessas no meu dia-a-dia, resolvi então escrever sobre esse assunto, de forma apenas esclarecedora e elucidativa.

A acupuntura, como já descrito em outros posts,  trabalha  com a energia do animal, controlando sua qualidade e quantidade  para levar ao equilíbrio e cura da doença. A alopatia, como também já esclarecemos, trabalha com a supressão de sintomas para obetnção da cura. São dois caminhos diferentes, porém que levam ao mesmo objetivo.

Tendo claro isso em mente, creio ser lógico que, usando as duas terapias, na maioria das vezes, o resultado que se busca será obtido de forma mais rápida e duradoura, pois há uma soma dos efeitos das duas medicinas.

Lembro ainda, que a acupuntura associada a alopatia, vai reduzir os efeitos colaterais ( ex. gastrite)  que possam existir pela administração de muitos medicamentos.

Existem controvérsias quando o paciente recebe corticóides e há indicação de acupuntura. Muitos clínicos alopatas não acreditam na associação das terapias.

Porém, o que se tem estudado e encontrado em literaturas de medicina chinesa é  que o corticóide pode retardar o efeito da acupuntura, porém, nunca anulá-la.

Antibióticos, antiinflamatórios, analgésicos, antieméticos, antidiarréicos e toda a farmacologia em que se fundamenta a medicina ocidental, não suprime ou anula os efeitos energéticos causados pelas agulhas.

É visto que uma não interfere negativamente na função da outra, pelo possível uso de aplicações de alguns fármacos diretamente em pontos de acupuntura. ( aquapuntura, terapia neural).

A acupuntura, assim como qualquer outro tratamento, tem seus efeitos prejudicados, somente com a suspensão de seu uso inadequadamente, ou seja, sem a indicação do terapeuta especialista. Ou, obviamente, o uso dela de forma indiscriminada.

O efeito principal da acupuntura se dá pela continuidade das sessões. Muitas pessoas, preocupadas com seus bichanos, e querendo uma resposta rápida, às vezes questionam quanto a terapia diária. Geralmente, isso não se faz necessário, pois o mais importante nessa terapia é a sua frequência permanente que é reduzida gradativamente, de acordo com cada caso individual.

A acupuntura, assim como qualquer outra medicina alternativa, surge e se expande com o intuito não de SUBSTITUIR a medicina ocidental ( alopatia), mas sim, trabalhar de forma ADJUVANTE a mesma, ou única em alguns casos, mas sempre com preocupação em ampliar o bem-estar do paciente.

No mundo atual, a medicina veterinária tende cada vez mais em promover serviços terceirizados e especialistas. Assim como já vemos em grandes cidades, muitos veterinários especializados em determinadas áreas, hospitais veterinários com terceirização de serviços veterinários, seguindo o modelo da medicina humana; tudo para cada vez mais proporcionar um atendimento melhor e mais seguro ao nosso estimado paciente.

É essencial que os clientes questionem sempre os profissionais responsáveis por seus animais, tirem suas dúvidas e saiam dos consultórios com o caso compreendido, para que assim possam se aproximar mais dos seus bichinhos e aumentar o vínculo cliente-médico veterinário. Além de ser um dever nosso, como profissionais, esclarecer sempre de forma mais clara e sincera possível o quadro clínico do paciente. 

Também se faz fundamental que os médicos veterinários procurem acompanhar o crescimento de nossa área, além de promovê-lo, procurando o estudo diário, o aperfeiçoamento na profissão, o espaço para a terceirização, para que dessa forma, a medicina veterinária seja cada vez mais reconhecida e nós como veterinários, possamos nos sentir realizados, os clientes satisfeitos e principalmente, nossos pacientes, cada vez mais dispondo de variados recursos para sua cura.

Publicado por: Maristela Schoenherr | 13 de janeiro de 2010

Mitos e verdades sobre homeopatia

As pessoas muito questionam a respeito da aplicação e eficácia da homeopatia, assim como tudo aquilo que é uma novidade. Logo então, vêm os comentários e explicações de curiosos ou profissionais não muito estudados da área que prolongam ainda mais as respostas errôneas que viram em mitos ou lendas… mas infelizmente, muitas vezes tornam-se a barreira para que muitos procurem determinado tratamento.

” Quanto mais palpável é uma verdade, mais tempo requer para conquistar o lugar a que tem direito.Os obstáculos que se colocam em seu caminho, se devem a que essa verdade desencadeia ao seu redor um verdadeiro ódio.Pois, ela anuncia uma revolução, uma perturbação dos interesses existentes e dos lugares conquistados.”                     Samuel  Hahnemann

1- Homeopatia é tratar com chás??

Não. Os chás entram em tratamentos da fitoterapia. A homeopatia pode ter medicamentos extraídos de plantas, mas não são preparados como chás. Os medicamnetos homeopáticos sejam eles do reino vegetal, mineral ou animal, precisam ser diluídos e dinamizados para se chegar na potência adequada ao paciente, na forma de pó, líquido ou glóbulos.

2- A homeopatia demora para fazer efeito??

Não necessariamente. Esse é um mito que cresce ainda mais com até nosso próprio dito popular ” em doses homeopáticas” para se referir a algo lento, devagar.. O efeito da homeopatia vai variar se a doença é aguda, o estado do paciente, a qualidade de sua energia vital, entre outros fatores. Asssim como a alopatia em casos de doenças crônicas demora para surtir efeito a homeopatia também pode levar um tempo.

Mas casos agudos e até emergenciais como vômitos ou diarréias,  intoxicações, convulsões e envenenamentos podem demonstrar uma resposta eficaz em poucos minutos.

3- “O remédio homeopático é apenas uma água com efeito placebo.”

O medicamento homeopático é diluído em água.  A matéria extraída de plantas, animais ou vegetais que é o princípio do medicamento homeopático, pode ser presente de forma pequena ou até nula no medicamento pronto. Porém, hoje já se é provado pela física quântica de que a água possui memória. Então, por mais forte que seja sua potência, isto é, por menor que seja a quantidade de matéria presente, há princípio ativo em todos os medicamentos homeopáticos. Quanto mais diluído em água, mais potente ele se torna. Pois o princípio que é misturado com a água passa uma informação a mesma, e isso é provado pelo próprio efeito observado nos pacientes que a recebem. Sendo assim, não se trata apenas de água, pois ela foi diluída e dinamizada com o seu princípio, logo, vai causar um efeito no organismo, sim.

Não há efeito placebo na homeopatia, prova-se isso com a eficácia cada vez mais crescente na medicina veterinária e na agronomia, onde não há avaliação de efeitos psicológicos. Prova-se isso também com o retorno de pacientes humanos aos consultórios homeopáticos e pela procura desses maior a cada dia.

4- ” Sou espírita por isso acredito em homeopatia.”

A homeopatia trata a energia do paciente, que está desorganizada. Quando falamos em energia, ainda existem pessoas, que consideram isso como parte de alguma religião. Esse é um assunto que nada tem a ver com essa energia de que falamos. Independente de crenças, filosofias, seitas ou religiões, a homeopatia é uma MEDICINA que procura reequilibrar a energia vital do indivíduo. A energia FÍSICA, aquela que nos dá vida, que é responsável por todo nosso metabolismo e funcionamento de nosso organismo.

5- Não se pode usar homeopatia com vacinas??

Depende do critério de cada homeopata. Eu, particularmente, aprovo o uso de vacinas, porém de forma criteriosa. Mas um animal que recebe uso de vacinas, pode sim recber homeopatia, sem contra-indicações.

6- Não se pode usar homeopatia com alopatia??

Na maioria dos casos não há problemas em se associar as duas terapias, e em alguns casos até é desejável que isso se faça. Depende também do critério do homeopata e da condição do enfermo.

São duas terapias que trabalham por caminhos diferentes, a homeopatia pela lei dos semelhantes buscando uma autocura do organismo e a alopatia pela lei dos contrários causando uma supressão dos sintomas. Então é necessário uma avaliação para que se possa optar por uma ou outra ou ainda, ambas.

7- Homeopatia agrava os sintomas da doença??

Em alguns casos. Muitas pessoas, às vezes, têm medo de utilizar a homeopatia devido a essas reações que PODEM causar.

Mais uma vez repito, que dependerá do estágio da enfermidade e também da qualidade de energia do enfermo.  Nesse caso ainda dependerá também da potência do medicamento.

 Como trabalhamos com a energia do paciente, há casos em que o caminho para a cura  se dá através de um “agravamento” do sintomas, isto é, o medicamento homeopático provoca uma ” doença artificial” no paciente para que então sua energia possa se reestruturar e vir a cura.

Porém nem sempre é o que acontece, e também não é o objetivo do tratamento homeopático. Quando acontece nos mostra que o medicamento escolhido foi eficaz e é o mais semelhante ao paciente.

É essencial dizer que esses sinais não se tratam de uma ” intoxicação”  do organismo, nada que será prejudicial ao paciente.

8-  ” Vou me tratar com a homeopatia, porque se não fizer bem, pelo menos mal não faz.”

Essa é uma das maiores lendas da homeopatia. Por se tratar de uma medicina natural, as pessoas acreditam que não cause efeitos nocivos.

Quando mal aplicada, pode causar danos ao organismo, sim. O medicamento administrado de forma errônea pode suprimir alguns sinais importantes ou ainda agravar outros; assim como na alopatia indiscriminada. Por isso jamais se automedicar  e sempre buscar um profissional com especialização. 

9- O medicamento que foi usado para o cão da minha vizinha que estava com diarréia pode ser usado para o meu também??

Não, em hipótese alguma. Na homeopatia tratamos de formas individual cada paciente, por mais que o diagnóstico pela medicina tradiconal ocidental seja o mesmo, que os sintomas sejam o mesmo, o tratamento homeopático é diferenciado para cada enfermo. Pois tratamos o indivíduo e não a doença.

Publicado por: Maristela Schoenherr | 13 de janeiro de 2010

Afinal, o que é a homeopatia?

Ainda existe muita confusão da parte de muitos curiosos e leigos sobre a base da homeopatia.

Falar sobre homeopatia ainda gera muita discussão, muita polêmica, muitas dúvidas e ainda, infelizmente, muita incredibilidade. Acredito eu, que isso é decorrente principalmente por se tratar de uma NOVA área na medicina, pois a homeopatia começou a ser estudada em 1790 e a partir daí começou a crescer pela Europa, tendo seu reconhecimento no Brasil, como especialidade médica, apenas em 1980. 

Mas enfim, o que se trata de homeopatia?

A homeopatia é uma medicina holística  que se baseia na lei dos semelhantes. Dessa forma, busca a cura do indivíduo através de um medicamento homeopático que seja o mais parecido possível com as características do paciente.

Os medicamentos homeopáticos são extraídos do reino animal, vegetal ou mineral. TODOS esses medicamentos foram pesquisados e EXPERIMENTADOS EM HOMEM SÃO. Portanto, não há um sintoma sequer, que um medicamento provoque que não seja conhecido pela homeopatia.

Todas as pessoas e animais, possuem características individuais, assim como uma maneira particular de demonstrar a doença, que vão caracterizá-lo com  um determinado medicamento homeopático, que será o seu “simillimun” ( semelhante).

O objetivo do tratamento na homeopatia é reorganizar sua energia vital. Pois toda doença é um desequilíbrio da mesma. Esse reequilíbrio energético deve trazer o alívio dos sintomas de forma mais rápida, menos agressiva e mais duradoura possível. Isso sim é a CURA na visão homeopática.

Todas as enfermidades são tratáveis pela homeopatia ( exceto casos cirúrgicos ou que o animal esteja com extrema debilidade orgânica). Desde as emergenciais até as mais crônicas. O que vai mudar é a forma como o animal vai responder e  em que tempo. Mas praticamente, como funciona?

O tratamento é prescrito em fórmulas líquidas, pós ou glóbulos. Poderão ser dados em dose única, repetindo após 15 dias, ou mensalmente, ou somente quando necessário, dependendo de sua potência e do enfermo em questão.

A dose, frequência e potência do medicamento homeopático a ser utilizado, assim como tudo na medicina holística, é variável de acordo com as características do enfermo e não da doença.

Quando uma doença se manifesta ela se expressa pelas camadas mais superficiais como a pele para começar seu caminho interiorizando cada vez mais a doença, e consequentemente atingindo os órgãos mais vitais até a mente.

Quando se inicia um tratamento homeopático a resposta é inversa, ou seja, a cura começa de dentro para fora, dos órgãos mais vitais para as camadas mais externas.

A homeopatia é uma ciência, como qualquer outra especialidade médica. E diferente de todas as outras, possui princípios FIXOS e rígidos, pois tudo que se usa atualmente é o que já foi descoberto e experimentado, não existindo então novos efeitos colaterais ou novas possibilidades de medicamentos.

Os animais são tão susceptíveis a medicina homeopática quanto os seres humanos; e a aplicação da mesma resgata muitas vezes um elo que havia se perdido entre animal e proprietário; pois médico e cliente aprendem a PERCEBER  mais seu animalzinho, e não só obervá-lo mais.

 Cada vez mais a aplicação da mesma como medicina e também os avanços na  física quântica,  mostram-nos o quanto a homeopatia faz sentido e principalmente, traz a cura.

É necessário que as pessoas cada vez mais leiam a respeito e procurem fontes confiáveis para se informar, profissionais capacitados para conversar a respeito e aplicá-la, pois como se trata de uma medicina, sendo mal aplicada também causa efeitos prejudiciais, além de divulgar a incredibilidade da terapia.

Essa alternativa de tratamento pode ser adjuvante a qualquer outro tratamento que o animal esteja recebendo. Também é compatível com qualquer espécie, inclusive atualmente já se usa em plantas. E com o advento da homeopatia colabora-se também na criação do leite orgânico, carne orgânica, plantações orgânicas, etc.

A homeopatia apenas soma no amplo leque da medicina e de nossa incessante busca de uma qualidade de vida melhor. E cresce cada vez mais não para substituir a nossa medicina tradicional ocidental, mas sim para acrescentar, dando mais uma opção de tratamento, mais um caminho para que se  chegue ao mesmo objetivo: a cura ( bem-estar) do paciente.

Publicado por: Maristela Schoenherr | 4 de janeiro de 2010

Como é feita a consulta de acupuntura e homeopatia?

Como já explicado anteriormente, tanto a acupuntura como a homeopatia tratam-se de medicina holística; sendo assim, a consulta vai se basear  principalmente nos dados do indivíduo e não somente nos sintomas que o mesmo apresenta.

Pois, repito, tratamos o indivíduo, procurando reequilibrar sua energia vital e não somente eliminar os sinais clínicos.

O primeiro passo na consulta veterinária pela medicina alternativa é  um  questionamento ao proprietário relacionado com características gerais, individuais, de comportamento, preferência e hábitos do animal.

Quanto mais peculiaridades o proprietário saber informar sobre seu bichinho, mais rapidamente se chegará a um diagnóstico.

Muitas vezes, deparo-me com proprietários que não estão habituadoa em “reparar” certas atitudes do animal, as quais muitas vezes são a palavra chave para um diagnóstico na medicina holística veterinária. Dessa forma, muitos clientes, após a primeira visita, passam a observar melhor o paciente em casa e retornam com novos dados na outra sessão.

Após uma longa conversa com o proprietário e um amplo histórico do animalzinho, aí partirei para o segundo passo.

Nessa etapa faço um exame físico do animal. Além do habitual exame pela nossa medicina ocidental, observo também  língua, qualidade de pelagem, coloração de pele, brilho nos olhos, entre outras características individuais de cada paciente.

Após os dados obtidos através do proprietário e da observação ao animal chego a um diagnóstico pela medicina tradicional chinesa ( no caso de acupuntura) e a um medicamento “simillimun” ( no caso da homeopatia).

O tratamento de acupuntura é iniciado imediatmente após a consulta, já a homeopatia, na maioria dos casos, é incluída na próxima sessão, pois é necessário uma pesquisa em relação a todas as características individuais e os medicamentos homeopáticos, obtendo de uma forma mais segura o medicamento mais adequado ao paciente. 

Após feito o diagnóstico, será dado então o prognóstico, isto é, a frequência das sessões, duração do tratamento e onde a acupuntura vai atuar, além do medicamento homeopático e sua dosagem.

A consulta demora de 30 minutos até uma hora  e meia. Todas as diferenças entre as medicinas são esclarecidas, assim como as possíveis dúvidas do cliente frente a “nova” terapia.

Ressalto aqui, mais uma vez, a importância do proprietário observar seu animalzinho em casa: seus gostos alimentares, suas preferências climáticas, suas características com outros animais, pessoas, relação de seus sintomas com situações do dia-a-dia ou estações do ano/clima, urina, fezes e assim por diante. Pois, como se trata de uma medicina veterinária, em que não há um relato direto do paciente sobre suas dores e sintomas, dependemos totalmente dos dados passados pelo proprietário.

Muitas vezes, características ou situações que o cliente pode julgar supérfluo pode fazer a diferença numa consulta holística.

Consequentemente, essas medicinas permitem que um vínculo mais firme e próximo seja criado entre paciente, proprietário e todo seu ambiente que o rodeia, muitas vezes resgatando relações e/ou fortalecendo as mesmas.

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